26 de agosto de 2011

AMIGOS - V. MORAIS

Recebi um e-mail lindo e surpreendente do meu queridissimo afilhado e fiquei muito feliz.
Gostaria de dividir um pedacinho dele, ja que o restante precisamos, eu e o Ri, colocarmos pontos, virgulas e algumas reticencias nos lugares certos, nao por erros ortograficos, mas por deslizes emocionais em que a vida nos desafia.
Nao estamos sozinhos nunca e nem devemos estar!!! Nao somos fortes o suficiente para assim vivermos tambem...a sociedade, a familia e os amigos estao ai pra nos mostrar que somos partes de um todo, uma molecula de energia que sozinha nao surtiria diferenca alguma no universo.
Tem uma perola que descreve bem isso...o milho para se transformar numa linda flor de pipoca precisa da energia do calor, e esse fogo, esse desafio que a vida nos oferece, como presente, so' atinge nosso coracao e nos transforma em seres melhores se assim o quisermos...se nao, viramos pirua' mesmo e somos descartados, passamos despercebidos pelos outros e por no's mesmos.
As reformas espiritual e emocional na nossa vida so' depende de no's...basta termos coragem de enfrentarmos o fogo e desfrutarmos das mudancas na nossa vida!!!
Te amo lindao! Sei que voce cresceu, e muuito, mas pra mim voce sera' sempre esse meniniho meigo, de olhar sincero, carinhoso e amigo!
E o Ricardo me mandou
Amigos - Vinícius de Morais

Tenho amigos que não sabem o
quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes
devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais
nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela
se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e o quanto
minha vida depende de suas existências ....
A alguns deles não procuro, basta-me
saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir
em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com
assiduidade, não posso lhes dizer o
quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão ouvindo esta crônica
e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta
que os adoro, embora não declare e
não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem
noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis
ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte
do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do
meu encanto pela vida.

Se um deles morrer,
eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam,
eu rezo pela vida deles.
E me envergonho,
porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos
sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de
lugares maravilhosos, cai-me alguma
lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome
e me envelhece é que a
roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando
comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam
ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.


2 comentários:

Vagner Figueiredo disse...

Uma vez eu recebi um e-mail desse tipo. Foi demais!

Ricardo disse...

Olha só quem está aqui, hoje. Saudades Dô. Te Amo!